Não verificado

Médico enganador - cesárea desnecessária

02:00 Jan 7 2015 Hospital Maternidade Santa Joana

Descrição
Minha esposa após passar por 03 médicos escolheu passar com o Dr. Dalton Matsuo por indicação de amiga. A escolha por este médico se deu porque ele se mostrou disposto a fazer o parto normal, uma vez que já tinhas recusados dois médicos anteriormente por dizerem que só fariam cesáreas. Passamos em consultas com o Dr. Dalton por cerca de 06, 07 meses, sempre em todas as consultas ressaltando que a preferência era pelo parto normal. Nas duas últimas consultas o médico de certa maneira já tentava fazer a cabeça de minha esposa, falando que naquela semana tinha feito um trabalho de parto que durou horas e no fim a mulher implorou por uma cesárea. No dia 19 de dezembro de 2014, o que seria talvez a última consulta da minha esposa (estava com 37 semanas de gravidez - e o médico fecharia o consultório por duas semanas por férias de fim de ano), ao terminar a consulta, ele falou para minha esposa conversar com a secretária dele e mudar a data da maternidade do dia 03 de janeiro de 2015 para 28 de dezembro de 2014 (o mesmo tinha feito reserva na maternidade sem o nosso consentimento). Ao ouvir isto, questionei o mesmo e disse que minha esposa ia esperar pois tinha optado pelo parto normal e o que aconteceria se fôssemos na maternidade este dia. Ele falou que iria avaliar e caso não houvesse evolução ele operaria. Mais tarde minha esposa ligou para ele e disse que não iria, ele então falou para ir e não fazer a internação, mas passar em consulta para avaliações. Neste dia passamos em consulta com outra médica, do hospital e minha esposa realizou alguns exames (cardiotoco e ultrassom). O médico falou que poderíamos esperar até o dia 08 de janeiro, quando completaria as 40 semanas. No dia 05 de janeiro, quando ele retomou ao consultório, minha esposa passou em consulta, ele ao avaliá-la fez um descolamento de bolsa sem explicar nada do procedimento para ela, falou que as contrações deveriam aumentar, pois ela estava só com 1 dedo e a única recomendação que deu era para andar bastante. Neste momento ele começou a falar sobre os riscos dela não entrar em trabalho de parto (de certa forma ele já estava trabalhando para convencer minha esposa a fazer a cesárea). No outro dia retornamos ao consultório dele e minha esposa tinha dois dedos de dilatação. Neste momento, outra vez ele começou apontar pontos negativos para manter o parto normal (sofrimento da criança, a não possibilidade de ter certeza como estava o cordão umbilical, risco de vida para criança, etc). Ele questionou mais uma vez minha esposa se ela em nenhum momento pensaria em fazer cesárea e ela disse que gostaria de tentar o parto normal, mas caso colocasse em risco a criança ela faria cesárea (o que era consenso de todos claro). Então ele nos orientou a sairmos de lá, almoçar e ir para a maternidade, que lá ele poderia conduzir um trabalho de parto, entregando uma receita com uma medicação para ser feita pela equipe de enfermagem (passou um antibiótico e um remédio de uso vaginal para aumentar as contrações), e após terminar o expediente no consultório iria para a maternidade. Depois de minha esposa estar internada por cerca de 06 horas, perto da meia noite e meia, ele chegou na maternidade e desde este momento pude notar que ele não estava nem um pouco afim de ficar muito tempo lá. Ele mal viu o resultado do cardiotoco que minha esposa fez ou perguntou para as pessoas que estavam cuidando dela. Neste momento ele fez uma avaliação em minha esposa e ela estava com 4 dedos de dilatação. Neste momento ele olhou diversas vezes para o relógio e ficou evidente que queria acabar com aquilo rápido. Como eu e minha esposa estava questionando muito, ele resolveu fazer um procedimento totalmente desnecessário, algo que foi feito só como desculpa que ele tentou fazer alguma coisa. Ele chamou uma técnica de enfermagem e falou para colocar minha esposa na banheira quente por 30 minutos (a mesma falou para nós que era um tempo muito curto para fazer efeito, que seria no mínimo, 60 a 90 minutos). Dois minutos depois saí da sala e fui atrás da técnica de enfermagem para ela nos ajudar pois a banheira estava vazando. Vi neste momento o médico lá no balcão vendo quem estava de plantão naquele momento. Quinze minutos depois o médico retornou e falou que iria avaliar minha esposa, e eu neste momento falei que não, pois ele falou que faria depois de 30 minutos e só tinha passado 15. Ele olhou com uma cara de bravo e saiu e falou q voltava em 15 minutos. Voltou e falou para minha esposa sair que ele iria avaliar (aí falo que o procedimento foi totalmente equivocado, pois não havia a necessidade dele ter feito dois exames totalmente invasivos - exame de toque, com um intervalo de 30 minutos - e nem ter exposto minha esposa, pois como ela estava paramentada, ela teve que entrar na banheira completamente nua.) Hoje pensando friamente, tenho certeza que ele fez como desculpa para dizer que tentou algo e usou o tempo para ver e preparar a equipe que estava de plantão, pois minha esposa era a única que estava lá esperando no momento no trabalho de parto e por isto ele não tinha o direito de expor minha esposa a entrar na banheira e nem fazer dois exames de toque num intervalo de 30 minutos (era claro para mim que não tinha evolução pela reação da minha esposa). Depois de examiná-la, a única coisa que ele disse é que estava praticamente na mesma, que tinha aumentado pouca coisa, 0,5. Neste momento ele apontou uma série de riscos: falou que se o trabalho de parto fosse muito prolongado poderia trazer sofrimento para a criança (minha esposa tinha ficado quase 50 minutos realizando o cardiotoco, 10 minutos antes do médico chegar e estava com o batimento cardíaco por volta de 150-155 bpm - dias depois, lemos que a criança entraria em sofrimento com batimentos abaixo de 120 ou acima de 180), que embora a criança estivesse na posição virada para baixo, ela não estava bem encaixada, estava um pouco acima, que isto poderia ser por causa da desproporcionalidade da cabeça da criança ou por ter o cordão umbilical atrapalhando (fizemos durante a gravidez 04 ou 05 ultrassons e em nenhum foi apontado nada, ao contrário, os médicos falava que estava ótimo a passagem de nutrientes e as trocas gasosas), que se a bolsa estourasse e demorasse muito tempo, poderia ter mecônio em algum momento e precisaria correr para fazer uma cesárea. Enfim, ele ficou apontando uma série de fatores que seria benéfico optar pela cesárea e não deu nenhuma orientação ou falou alguma vantagem de a gente esperar um pouco mais e ver a evolução do parto normal. Depois de falar uma série de coisas, ele perguntou se minha esposa ficaria muito chateada (palavras dele) se ele fizesse uma cesárea. Minha esposa, já bem ansiosa, pois (estávamos desde o meio dia com a possibilidade do nascimento de nossa filha - era quase uma e meia da madrugada) disse que extremamente chateada não, que ela gostaria de ter o parto normal, mas se fosse pela segurança do bebê tudo bem. Daí ele perguntou se poderia chamar as enfermeiras para prepará-la, o que minha esposa acabou concordando. No dia seguinte, a noite, minha esposa mesmo falou que acha que foi um pouco precipitada, mas disse que estava muito ansiosa, e com medo de algo ruim acontecer com nossa filha. Então tenho certeza que se ele tivesse orientado direito, e não ter falado dos vários riscos que ele disse, ela teria optado por aguardar mais tempo. Outra coisa, ele deixou ela em jejum absoluto desde às 18 horas, mesmo de água, com um calor de mais de 30 graus na cidade (embora no hospital tenha ar condicionado). Mais tarde vimos que para o parto normal, ela poderia ter ingerido água, em pequenas quantidades com certo intervalos (de maneira controlada), muito provavelmente ele deixou ela em jejum absoluto, inclusive de água, por já estar pensando em fazer a cesárea. Para minha esposa não ter o contato direto após o nascimento da nossa filha talvez seja a maior desvantagem que o parto pode ter feito. Como nasceu no meio da madrugada, 2:30 da manhã e teve trocas de funcionário, demorou muito para minha esposa ter contato com nossa filha, que foi só por volta das 9:15. Desde o momento que ela chegou no quarto, não sei precisar a hora, creio que era por volta de 7:30 a 8:30, ela só questionava que queria ver a filha. De problemas físicos, minha esposa ficou o dia todo enjoada por conta das medicações, com problemas de pressão, quando mudava de posição (deitada para sentada, sentia tonturas), teve dificuldade de ir ao banheiro - ficando o dia todo sem conseguir urinar, o médico falou se ficasse mais algumas horas e ela começasse a sentir dores, seria necessário colocar sonda. Fora que os primeiros dias ela precisava de apoio para fazer coisas simples, ao fazer pequenas caminhadas em casa; ao levantar tanto da posição sentada, quanto deitada; por conta do calor, os pontos incomodam um pouco. Eu como marido, fiquei muito incomodado, pois sei que a maternidade é um momento especial para o casal, principalmente para a mãe e ser privado dos primeiros contatos com o bebê, logo ao nascer deve ser algo que incomode muito. Mesmo após duas semanas do ocorrido, tem dias que tenho dificuldade de dormir, pois fico pensando o que poderia ter feito de diferente... O que mais revolta, é ser enganado por 6, 7 meses por um médico que disse que faria o parto normal, mas quando minha esposa estava para ganhar o bebê, ficou bem claro que ele não estava tão disposto assim e que ele tinha certeza que conseguiria convencer a gente. Sei muito bem, pois desde que minha esposa descobriu a gravidez, estive com ela em todas as consultas e exames , mesmo quando ela passou em outros médicos.

Dados adicionais
Hospital / Maternidade: Hospital Maternidade Santa Joana



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